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| Não
existe uma definição de doença mental que seja universalmente
aceita. Ao contrário do que geralmente se imagina, quase todas as
definições não têm uma aplicação
imediata no tratamento dos pacientes. Na prática, o que importa é
saber se uma determinada pessoa apresenta, ou não, um padrão
de comportamento reconhecido como indicativo de determinada doença
e, a partir daí, se há uma modalidade de tratamento validado
pela comunidade científica internacional. As famílias não
devem ficar alheias à questão das definições,
pois muitas vezes a inexistência de um conceito de doença mental
universalmente aceito dá margem ao surgimento de algumas propostas
radicais e infundadas que negam a existência da doença mental.
Também não há uma definição universalmente
aceita de saúde cardíaca, mas ninguém nega as doenças
do coração.
Os critérios de diagnóstico preconizados pela Organização Mundial de Saúde para se reconhecer uma determinada doença mental estão disponíveis para consulta. É com base nesses critérios que os médicos psiquiatras decidem se uma pessoa tem esquizofrenia, transtorno bipolar (psicose maníaco-depressiva), depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, etc. |
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